OBJETIVOS DO PROGRAMA

OBJETIVOS GERAIS

O Programa de Pós-Graduação em Farmacologia e Química Medicinal (PPGFQM) tem por objetivo a formação de recursos humanos e a pesquisa de ponta nesta grande área de atuação, com ênfase no Desenvolvimento de fármacos e em Farmacologia celular e molecular.  Ao mudar o seu nome oficial em 2008 (de “Farmacologia e Terapêutica Experimental” para “Farmacologia e Química medicinal” (OFÍCIO CAA nº 022 /20089CAA), de forma a expressar o seu novo foco temático e as profundas mudanças implantadas efetivamente em 01/2008, quer seja no seu processo de seleção, quer seja nas disciplinas oferecidas, nosso curso se posicionou como o único curso da América latina que aborda de forma programática a questão de desenvolvimento de fármacos de forma realmente integrada entre Farmacologia e Química medicinal, sem deixar de lado a pesquisa que permite esclarecer o mecanismo de doenças e a busca de novos alvos moleculares para seu tratamento.

         Os objetivos específicos do programa passam a ser apresentados da seguinte forma:

  1. formar recursos humanos em Farmacologia e Química medicinal para atender a demanda no ensino, na pesquisa básica e aplicada e no setor produtivo;
  2. associar o conhecimento da farmacologia à química medicinal propiciando a participação efetiva do programa em projetos de inovação intelectual e tecnológica para o desenvolvimento de fármacos;
  3. fortalecer, ampliar e renovar o corpo docente na pós-graduação;
  4. expandir suas iniciativas de integração, em vários níveis;
  5. atualizar e modernizar os mecanismos de divulgação do programa através do seu portal.
  6. Contribuir para aproximar a ciência da educação básica e do sistema produtivo.

FARMACOLOGIA E QUÍMICA MEDICINAL COMO MOTORES PARA O DESENVOLVIMENTO DE FÁRMACOS


Há hoje clara conscientização quanto à necessidade de desenvolver as atividades da indústria farmacêutica nacional visando a produção local dos farmacoquímicos e de todas as etapas da farmacogênese. De fato, vários estudiosos da cadeia produtiva farmacêutica no Brasil (eg, BNDES) chegaram ao diagnóstico de carência de capacitação inovadora em fármacos, os quais são majoritariamente importados, inclusive de outros paises do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China). Desta forma, a indústria estabelecida no Brasil contenta-se ainda, geralmente, em realizar as etapas finais da produção dos medicamentos, ou seja analisar a matéria prima, formular e embalar. Como a descoberta racional e o desenvolvimento de novos protótipos candidatos à fármacos dependem de um envolvimento estreito entre Química Medicinal e Farmacologia, a Universidade pode desempenhar um papel fundamental para atuar como parceiro deste processo desde a caracterização de novos alvos moleculares até a avaliação farmacológica e toxicológica de novos compostos  bioativos, passando pelo seu planejamento, síntese e/ou isolamento a partir de fontes naturais. Até nos Estados Unidos da América, onde há uma longa tradição de pesquisa na grande Industria farmacêutica, chegou-se à conclusão da necessidade de maior articulação/colaboração desta Industria com pequenas empresas de alta tecnologia de ponta e de laboratórios de pesquisa nas Universidades (The NIH Common Fund. Common Fund Initiatives). No Brasil, o desenvolvimento de uma Industria farmacêutica inovadora é essencial tanto para a soberania nacional como para a abertura de um mercado de trabalho de alto teor tecnológico, muito importante para os egressos da Pós-graduação. Tal mudança da nossa Indústria farmacêutica, de imitadora à inovadora, já se iniciou e virou assunto de publicações em revistas internacionais especializadas (Drugs 12(8):497502, 2009).

Dentro deste contexto, o PPGFQM visa contribuir para a descoberta de novos fármacos com eficácia, segurança e viabilidade econômica assim como para formação de profissionais capacitados para trabalhar na pesquisa de novos medicamentos, de forma integrada, multiprofissional e interdisciplinar,estando assimalinhado com os objetivos específicos do Fundo Setorial de Saúde (MCT) e com as Diretrizes de política industrial, tecnológica e de comércio exterior (26/11/2003). Outra característica deste tipo de pesquisa é a clara vocação tecnológica, evidenciada pelo depósito de patentes tanto nacionais como internacionais ao longo destes últimos anos.
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